Securitização e cessão da dívida ativa são discutidas em comissão na OAB

07 nov 2016

Os projetos de lei que tramitam na Câmara dos Deputados e no Senado Federal sobre securitização e cessão da dívida ativa tributária e não tributária foram debatidos na primeira reunião da Comissão Nacional da Advocacia Pública, que ocorreu na sede do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no dia 20 de outubro, em Brasília.

Estiveram presentes o presidente da Associação Nacional dos Procuradores Municipais (ANPM), Carlos Mourão, e a procuradora do município do Salvador, atual vice-presidente da comissão, Geórgia Campello. Na ocasião, Mourão se posicionou contra a cessão da dívida ativa. Segundo ele, por ser inconstitucional e “por se tratar, na verdade, de uma operação de crédito, com impacto no endividamento do ente federativo”.

“Outro problema da securitização é antecipar créditos futuros, prejudicando administrações posteriores”, acrescentou pontuando que o deságio é uma verdadeira operação de crédito e o Senado não está considerando assim e que, dessa forma, haverá um endividamento da União, dos Estados e dos Municípios, além dos limites permitidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. “Isso é tentar aumentar o endividamento dos Estados, sem qualquer respaldo, sem qualquer garantia”, completou.

Geórgia Campello também integra comissão científica do XIII Congresso Brasileiro de Procuradores Municipais, que começa nesta terça, 8, em Maceió.

Fonte: site da ANPM. Link https://www.anpm.com.br/?go=publicacoes&bin=noticias&id=1743&title=anpm_manifesta_posicao_contraria_a_propostas_de_terceirizacao_da_divida_ativa

ANPM

Associação Nacional dos Procuradores Municipais alerta novos prefeitos sobre nomeações de cargos jurídicos

01 nov 2016
Associação Nacional dos Procuradores Municipais alerta novos prefeitos sobre nomeações de cargos jurídicos

Ao se aproximar a transição nas prefeituras do País, com nomeações e posse de novas equipes no Executivo municipal, a Associação Nacional dos Procuradores Municipais (ANPM) alerta a sociedade sobre o necessário rigor e observância da lei nas escolhas de quadros que, a partir de 2017, assumem a gestão das cidades.

Ao tempo que deseja êxito nas novas administrações, no sentido de atenderem com eficácia as necessidades prioritárias da sociedade, entendemos, como princípio geral, que critérios republicanos e impessoais devem nortear as opções dos novos gestores.

Repudiamos, em nome dos legítimos interesses dos cidadãos, que a máquina pública seja organizada com o preenchimento de postos com uso de práticas viciadas de premiar ou privilegiar pessoas e interesses pelo pacto de vassalagem ou pelos mecanismos de clientelismo. A democracia brasileira não admite mais tais posturas que acabam por favorecer gestões sem o devido compromisso com a coletividade.

No que diz respeito à obrigação jurídica dos municípios de criar e organizar respectivas Advocacias Públicas, a ANPM ressalta o dever de que tais cargos possam ser exercidos por membros de carreiras técnicas estáveis e aprovados em concurso público. E também, como determina a Constituição, que sejam atendidos os critérios de impessoalidade, moralidade, eficiência e igualdade.

Somente abraçando tais dispositivos legais, o administrador público oferecerá para a sociedade uma gestão longe do patrimonialismo, clientelismo, partidarismo, nepotismo e outras mazelas que prejudicam a atuação Poder Público.

O Procurador Municipal tem sido o primeiro defensor da coletividade. Assim, manifestamos aos novos prefeitos a compreensão da Advocacia Pública como função que se insere, ao lado de outras estruturas do Estado, como “essenciais à justiça”.

E chamamos a atenção da sociedade quanto ao fato de que o desempenho destas funções como carreira de Estado é uma garantia para um trabalho impessoal, imparcial e baseado estritamente no bem-comum.

Endossamos aqui a observação do Procurador de Justiça (MPSP), Wallace Paiva Martins Junior, Doutor em Direito do Estado (USP), de que neste novo ambiente institucional-jurídico do País não se coadunam “velhos hábitos como premiar a assessoria jurídica da campanha político-partidária com o bônus da investidura ad libitum nas funções da Advocacia Pública ou o clientelismo ancilar à cláusula during good behaviour.”

Sob a mesma ótica e a partir da observância aos dispositivos inscritos na Constituição, entidades como Advocacia Geral da União, Tribunal de Justiça de São Paulo e Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, tem, ao lado da ANPM, reiterado a valorização integral da Advocacia Pública, a partir das contrapartidas positivas que gera para a sociedade no que diz respeito à transparência, correção e prestação de contas.

Desta forma, conclamamos os novos gestores das cidades ao exame minucioso dos critérios de escolhas das novas equipes e, especificamente, quanto à organização da Advocacia Municipal.

A ANPM manifesta, aqui, a voz de quase 4 mil procuradores municipais, em todo o Brasil, cuja missão é fiscalizar os atos relacionados à cidade, sempre sob um olhar de zelo pelos recursos públicos e bem-estar da sociedade.

Mais do que as obrigações institucionais inerentes ao cargo, entendemos que o procurador municipal é o advogado do cidadão, da sociedade e é justamente a independência e as proteções determinadas pela Lei que garantem o exercício de nossas funções absolutamente fundamentado no espírito republicano e democrático.

ANPM

Fonte: site ANPM/ Link https://www.anpm.com.br/?go=publicacoes&bin=noticias&id=1737&title=associacao_nacional_dos_procuradores_municipais_alerta_novos_prefeitos_sobre_nomeacoes_de_cargos_juridicos_

Trabalho conjunto promove mutirão em vara da Fazenda Pública e atinge a marca de 7,2 mil sentenças

28 out 2016

A união da Diretoria de Primeiro Grau, Corregedoria Geral da Justiça, a Comissão de Apoio às Varas da Fazenda Pública e o Núcleo de Enfrentamento do Estoque de Processos de Execução Fiscal resultou na marca de 7,2 mil sentenças exaradas durante o mutirão realizado na 1a Vara da Fazenda Pública de Salvador.

Servidores da unidade, além do juiz Glauco Campos e servidores de outras varas, designados pela Presidência do Tribunal de Justiça, trabalharam entre os dias 17 e 21 de outubro, sob a coordenação do juiz auxiliar da corregedoria, Jonny Maikel,

Também foram promovidos 50 despachos, 353 decisões e 353 consultas ao Bacenjud, sistema que interliga a Justiça ao Banco Central e às instituição bancárias, para agilizar a solicitação de informações e o envio de ordens judiciais ao Sistema Financeiro Nacional, via internet.

Todo o trabalho vai gerar um grande número de processos baixados no sistema, após a intimação das partes.

De acordo com a programação prevista no Decreto Judiciário nº 953, publicado em 17 de outubro, as próximas unidades que irão receber o mutirão são:

4ª Vara da Fazenda Pública, de 7 a 11 de novembro; 9ª Vara da Fazenda Pública, de 28 de novembro a 2 de dezembro; e a 10 Vara da Fazenda Pública. De 12 a 16 de dezembro.

FONTE: ASCOM TJBA – http://www5.tjba.jus.br/index.php?option=com_content&view=article&id=96610:trabalho-conjunto-promove-mutirao-em-vara-da-fazenda-publica-e-atinge-a-marca-de-7-2-mil-sentencas&catid=55&Itemid=202

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Execução fiscal: Mutirões ajudam a diminuir volume de processos na Justiça

24 out 2016
Execução fiscal: Mutirões ajudam a diminuir volume de processos na Justiça

Para o coordenador da Profi, David Luduvice, iniciativa pode economizar energia, tempo, recursos e pessoal para ações relevantes pendentes de julgamento 

 Visando auxiliar as varas da Fazenda Pública de Salvador na priorização dos julgamentos dos processos de execução fiscal, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) criou, no final do mês de setembro, o Núcleo de Enfrentamento do Estoque de Processos de Execução Fiscal. No mesmo período, constituiu ainda uma Comissão de Apoio às Varas da Fazenda Pública, com a competência de apreciar e julgar ações de Execução Fiscal no âmbito do Poder Judiciário. A comissão atuaria em cooperação com o Governo do Estado e a Prefeitura de Salvador. Os decretos foram publicados no último dia 26 de setembro, no Diário da Justiça Eletrônico.

Para o procurador e coordenador da Procuradoria Fiscal do Município do Salvador (Profi), David Luduvice, a iniciativa é importante diante do volume de processos que a Justiça possui. Ele explica que, segundo o TJ e informações que eles próprios já possuem, o município possui a maior quantidade de processos nas varas da Fazenda Pública atualmente, sendo cerca de 80% do total de casos nas varas.

“Conforme último levantamento do próprio TJ, o município tem hoje mais de 350 mil processos distribuídos pelas varas da Fazenda Pública, sendo que, cerca de 98% deste montante, é correspondente a execuções fiscais e ações ordinárias a elas relacionadas. Somos o maior cliente do serviço da Justiça na Bahia. Esse movimento, no sentido de se fazer uma gestão de massa desses processos, é de grande importância para as duas partes envolvidas no fluxo de demandas; no caso, o Tribunal e o município. Pode-se economizar energia, tempo, recursos e pessoal para direcionar esse empenho para as ações relevantes pendentes de julgamento e que possam dar resultados expressivos ao invés de uma massa de ações menores que, muitas vezes, não se tem expectativa de receber o crédito”, opina Luduvice.

ATUAÇÃO –  O coordenador explica que, paralelamente à comissão, na prática, os atos para reduzir o número de processos pendentes já vêm acontecendo. Desde a última segunda-feira, 17 de outubro, em alinhamento realizado entre o TJBA e a Procuradoria do Município, foram organizadas datas para mutirões nas varas de Fazenda Pública, começando pela 1°e posteriormente a 4ª, 9ª e 10ª varas.

Os principais casos abordados no período serão aqueles em que pagamentos já tenham sido efetuados ou que não haja interesse do município em recorrer. “Foram designados procuradores específicos para atuar nas varas, com acompanhamento em tempo real de como está cada processo e fazendo as atuações que precisarem ser feitas no próprio cartório judicial”, finaliza Luduvice.

 

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XIII Congresso Brasileiro de Procuradores Municipais abre votação para moderadores

19 out 2016
XIII Congresso Brasileiro de Procuradores Municipais abre votação para moderadores

Até a próxima sexta feira (21) estão abertas as inscrições para os interessados em atuar como moderadores nos debates durante o XIII Congresso Brasileiro de Procuradores Municipais, que acontece em Alagoas (MA) de 8 a 11 de novembro. Os moderadores serão escolhidos por votação de seus pares no site do Congresso: www.anpm.com.br/congresso.

Debates online: escolha de Materias Relevantes

Está aberta também no site a votação das 10 Matérias Relevantes (MRs) para as áreas de interesse “Licitações e Contratos Administrativos” e “Município em juízo”. Nesta fase de debates online serão discutidos diversos temas divididos em seis áreas maiores (Urbanismo e Meio Ambiente, Pessoal, Licitações e Contratos Administrativos, Tributário e Carreira e Atuação dos Procuradores Municipais, Áreas essas que se mantêm, sendo substituída a Área de Competências e Obrigações Constitucionais pelo Município em Juízo.).

A partir daí, serão escolhidos 10 temas por área para deliberação presencial no congresso, quando serão selecionados até cinco temas que poderão se transformar em enunciados.

Para mais informações acesse o site aqui.

Fonte: ANPM/Link: https://www.anpm.com.br/?go=congresso&ano=2016&bin=noticias&id=62&title=xiii_congresso_brasileiro_de_procuradores_municipais_abre_votacao_para_moderadores

STJ altera regimento para prestigiar mediação e dar celeridade aos processos

14 out 2016

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) publicou nesta sexta-feira (14) duas emendas ao seu Regimento Interno. As mudanças incluem regras para afetação de processos e assunção de competência, além da criação do Centro de Soluções Consensuais de Conflitos, entre outras questões.

O objetivo das alterações, segundo o presidente da Comissão de Regimento Interno, ministro Luis Felipe Salomão, é dar celeridade aos processos e adaptar o STJ às inovações do novo Código de Processo Civil (CPC/2015).

Na avaliação do ministro Marco Aurélio Bellizze, o mais importante nessas mudanças é que, agora, tanto a afetação do recurso repetitivo quanto o incidente de assunção de competência são decisões colegiadas. “A seção e a Corte Especial é que vão deliberar, não só o relator. Acho que é o ponto mais importante. E o regimento trata disso com detalhe, e isso é muito importante”, declarou o ministro.

A emenda 24 trata das regras regimentais relacionadas ao processamento e julgamento dos recursos repetitivos. Após a afetação do processo, os ministros terão prazo de um ano para julgar a tese. O julgamento de recurso repetitivo terá preferência sobre os demais processos, ressalvados os casos de réu preso, os pedidos de habeas corpus e de mandado de segurança.

A mesma emenda prevê os procedimentos acerca do incidente de assunção de competência, pelo qual os ministros podem transferir para colegiados maiores o julgamento de questões de direito relevantes, com grande repercussão social, mesmo sem a repetição em múltiplos processos.

Os acórdãos proferidos em julgamento de incidente de assunção de competência recebem o mesmo tratamento dos acórdãos de repetitivos e súmulas, ou seja, devem ser observados por todos os juízes e tribunais do país.

Tanto nos casos de assunção de competência quanto de afetação de processos para a sistemática dos repetitivos, as decisões serão obrigatoriamente divulgadas no noticiário do site do STJ. Após a proposta de assunção ou afetação, os demais ministros terão sete dias para se manifestar. No caso de não manifestação, a adesão à proposta do relator é automática.

Mediação

A emenda 23 cria o Centro de Soluções Consensuais de Conflitos, iniciativa do tribunal para estimular a redução de litígios.

A criação do centro foi aprovada pelos ministros em sessão do Pleno, no dia 28 de setembro. A emenda altera os artigos 11, 21 e 288 do Regimento Interno do STJ.

Para o ministro Luis Felipe Salomão, o centro é um exemplo para os demais tribunais do país e segue orientações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de estimular a solução de controvérsias pela via extrajudicial.

O texto aprovado diz que o ministro relator pode encaminhar de ofício um processo para o centro de mediação. Caso uma das partes não queira participar da mediação, basta se manifestar por petição.

A criação do centro também é uma iniciativa do STJ para se adaptar ao CPC/2015, que torna obrigatória a tentativa de mediação ou conciliação.

Antes mesmo da publicação da emenda, o tribunal já teve uma experiência exitosa no campo das soluções extrajudiciais. No dia 29 de setembro, dois litigantes firmaram acordo após mediação promovida pelo STJ. Segundo o ministro Luis Felipe Salomão, foi um exemplo bem-sucedido do que pode ser alcançado com essas iniciativas.

Fonte: site do STJ/Ascom. Link: http://www.stj.jus.br/sites/STJ/default/pt_BR/Comunica%C3%A7%C3%A3o/Not%C3%ADcias/Not%C3%ADcias/STJ-altera-regimento-para-prestigiar-media%C3%A7%C3%A3o-e-dar-celeridade-aos-processos

Para a AGU, as atividades privativas de advocacia prestadas para a Administração são exclusivas de servidor concursado

10 out 2016

A Ministra da AGU, Grace Mendonça, confirma que a regra é o concurso público de provas e títulos para a admissão de advogados.

O presidente da Associação Nacional dos Procuradores Municipais (ANPM), Carlos Mourão, e o vice-presidente, Raphael Serafim, estiveram nesta manhã (4.10)* na sede da Advocacia-Geral da União (AGU) para dialogar com a ministra Grace Mendonça sobre a relevância da advocacia pública Municipal.

Durante o encontro, a ministra declarou que a regra para a prestação de serviços advocatícios é o concurso público. A ministra reforçou que a contratação de bancas de advocacia por inexigibilidade é possível em situações extraordinárias, desde que seja demonstrada a natureza singular e a notória especialização do profissional.

A posição institucional da AGU também foi consignada nas Informações prestadas na Ação Declaratória de Constitucionalidade n. 45 protocolizada neste mês. “Isso, no entanto, não pode implicar, como quer o Conselho Federal requerente, o reconhecimento de que o único meio para a contratação do serviço advocatício pela Administração Pública é a inexigibilidade de licitação; ou, em outros termos, de que todos os serviços advocatícios são, na essência, singulares”, ressalta a Advocacia da União.

A Associação Nacional dos Procuradores Municipais (ANPM) tem lutado para que todos os municípios tenham um procurador concursado, conforme prevê a Constituição, como forma de preservar a independência no controle de legalidade dos atos públicos. A posição da AGU e da ANPM são compatíveis com a defesa da valorização advocacia pública de Estado. Para Mourão, o posicionamento da ministra Grace Mendonça é imprescindível para a defesa das Instituições permanentes.

*Matéria publicada originalmente no dia 4/10.

FONTE: ANPM – https://www.anpm.com.br/?go=publicacoes&bin=noticias&id=1728&title=para_a_agu_as_atividades_privativas_de_advocacia_prestadas_para_a_administracao_sao_exclusivas_de_servidor_concursado_

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Maceió sediará o XIII Congresso Brasileiro de Procuradores Municipais

04 out 2016
Maceió sediará o XIII Congresso Brasileiro de Procuradores Municipais

Em novembro, Procuradores Municipais de todo o país estarão reunidos em Maceió (AL) para discutir teses e firmar entendimentos que possam ser usados em todas as procuradorias brasileiras. O XIII Congresso Brasileiro de Procuradores Municipais vai reunir grandes nomes da Advocacia Pública e importantes temas a serem debatidos, de 08 a 11/11, no Hotel Jatiúca.

O evento é realizado pela Associação Nacional de Procuradores Municipais (ANPM), com o apoio do Sistema de Automação do Judiciário (SAJ), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do estado de Alagoas (Sebrae/AL) e das Prefeituras de Maceió, Belo Horizonte e João Pessoa.

Para a ANPM, a importância do Congresso se dá pela oportunidade de conhecer e estudar as experiências de cada procuradoria do país e discutir teses de Direito Municipal, o que possibilita formular estratégias de interesse comum. Como o Brasil é um país de dimensão continental e repleto de municípios, há dificuldade no acesso a informações e resoluções tomadas em diferentes localidades. O congresso, contudo, oferece uma rica troca de experiência, que possibilita a eleição de paradigmas orientadores para os procuradores.

Além disso, na fase preliminar, que antecede o evento e é realizada pela internet, os participantes debatem diversos assuntos de áreas específicas propostas pela ANPM. São elas: Urbanismo e Meio Ambiente; Pessoal; Licitações e Contratos Administrativos; Tributos Municipais, Repasses Constitucionais e Orçamento (Incluindo gestão de dívida ativa); Município em Juízo; e Carreira e Atuação dos Procuradores Municipais.

A partir desse debate são escolhidas 10 Matérias Relevantes (MRs) para serem discutidas na fase presencial. “É uma oportunidade ímpar de uniformizar entendimentos e trabalhar as mesmas teses nas procuradorias, inclusive junto aos tribunais. Esse é o grande diferencial do evento”, explica Geórgia Campello, que é membro do Conselho Deliberativo da ANPM e preside a comissão organizadora do evento.

Além das MRs, palestras também vão provocar a discussão de assuntos da Advocacia Pública. A inaugural terá como tema “A Advocacia Pública no Novo Código de Processo Civil (CPC)” e será ministrada pelo jurista Leonardo Carneiro da Cunha, que é especialista no assunto e autor do livro “A Fazenda Pública em Juízo”, que recentemente foi atualizado de acordo com o novo CPC.

Para se inscrever, conhecer a programação do evento e a metodologia dos debates, basta acessar o site: www.anpm.com.br/congresso.

Fonte: APMS

https://www.anpm.com.br/?go=congresso&ano=2016&bin=noticias&id=61&title=maceio_sediara_o_xiii_congresso_brasileiro_de_procuradores_municipais

Execução fiscal: TJBA cria núcleo para enfrentar acervo e comissão de apoio às varas

27 set 2016

O Tribunal de Justiça da Bahia criou o Núcleo de Enfrentamento do Estoque de Processos de Execução Fiscal para auxiliar varas da Fazenda Pública da Comarca de Salvador na priorização dos julgamentos dos processos de execução fiscal.

Também foi criada uma comissão de apoio, que será presidida pelo desembargador Maurício Kertzman, para apreciar e julgar ações de Execução Fiscal em todo o estado.

O núcleo vai atuar como uma unidade auxiliar nas 1ª, 2ª, 3ª, 4ª, 9ª, 10ª, 11ª e 13ª Varas da Fazenda Pública, com função de apoiar com recursos humanos e físicos, sempre em parceria com os juízes titulares.

Os magistrados designados para atuar nas varas serão considerados auxiliares das oito unidades judiciais que integram o projeto.

O decreto judiciário criando o núcleo foi publicado nesta segunda-feira (26), no Diário da Justiça Eletrônico, assinado pela presidente, desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago.

Outras comarcas poderão ser incluídas na jurisdição do Núcleo, considerando critério objetivo a taxa de congestionamento processual apurada na unidade selecionada.

Comissão – Em outro decreto judiciário, a presidente constituiu a Comissão de Apoio às Varas da Fazenda Pública com competência para apreciar e julgar ações de Execução Fiscal no âmbito do Poder Judiciário do Estado da Bahia.

A comissão, que vai atuar em cooperação com o Governo do Estado e a Prefeitura de Salvador, é formada pelos desembargadores Mauricio Kertzman, na condição de presidente, Maria de Lourdes Medauar, Lidivaldo Britto e Júlio Travessa, pelas juízas Rosana Fragoso Modesto Chaves e Marielza Brandão, assessoras especiais da Presidência; o diretor Geral da Presidência, Cícero Moura, e os servidores João Felipe Menezes e Thiago Alban.

O Estado da Bahia e o Município de Salvador indicarão representantes da Procuradoria Geral do Estado, da Procuradoria Geral do Município, Secretaria da Fazenda Estadual, Secretaria da Fazenda Municipal, Secretaria da Administração e da Secretaria Municipal de Gestão para colaborarem com a Comissão de Apoio.

Clique aqui e veja os decretos números 838 e 839

Fonte: site do Tribunal de Justiça da Bahia. Link: http://www5.tjba.jus.br/index.php?option=com_content&view=article&id=96455:execucao-fiscal-tjba-cria-nucleo-para-enfrentar-acervo-e-comissao-de-apoio-as-varas&catid=55&Itemid=202

Texto: Ascom TJBA / Foto: Nei Pinto

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Conferência sobre ética e transparência na administração pública abre programação do V Congresso

15 set 2016
Conferência sobre ética e transparência na administração pública abre programação do V Congresso

A conferência “Ética e transparência na administração pública”  abriu a programação oficial do V Congresso Baiano de Direito Municipal na manhã de hoje, quinta, 15, no Hotel  Golden Tulip Salvador, no Rio Vermelho. O evento é organizado anualmente pela Associação dos Procuradores do Município do Salvador (APMS) e pela Associação Baiana dos Auditores Fiscais Municipais (ABAM) com o objetivo de promover a discussão sobre temáticas de relevância para os profissionais que atuam com o sistema fiscal e a administração pública.

O conferencista foi o presidente da OAB-BA, Luiz Viana Queiroz, que dividiu a mesa solene de abertura com a presidente da APMS, Lisiane Guimarães; a presidente da ABAM, Ana Amélia Moura de Alencar; a diretora de receita municipal, Rosângela Estrelato, que representou o secretário da Fazenda, Paulo Souto; o diretor jurídico da ANPM, Francisco Bertino, que representou  o presidente da entidade, Carlos Figueiredo Mourão; e o vice-presidente da Fenafim, Lázaro Barbosa, representando o presidente da federação, Carlos Cardoso Filho.

trocarA primeira a falar foi a presidente da APMS, que destacou o esforço da comissão organizadora em trazer temas de relevância para discussão no congresso. Em uma breve fala, a presidente da ABAM saudou os presentes e desejou um bom aproveitamento dos temas. O vice-presidente da Fenafin destacou a importância da criação da Frente Nacional Parlamentar em defesa do fisco e a necessidade de reestruturação do fisco para reestruturação do estado brasileiro. Já Francisco Bertino, da ANPM, parabenizou as entidades pela escolha do tema.

“No estado democrático, as decisões políticas dos agentes estatais devem estar submetidas às condições de controle, que incluem a transparência. O problema não é apenas tomar a decisão, mas explicar porque foi tomada”, disse o presidente em sua fala, tecendo uma série de considerações que levam a uma simplificação de conceitos que são complexos, como é o caso da moralidade pública e a ética. “Ética na administração pública não pode ser um ‘achismo’ social. Os tribunais não podem julgar gestores com base em princípios que não estão na lei”, ressaltou.

A programação deu seguimento com a palestra “Direito Administrativo Econômico: novos rumos da gestão pública”, cuja mesa foi presidida pela presidente da APMS, Lisiane Guimarães.

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